segunda-feira, 20 de agosto de 2007

groselha com chocolate



receita de breno césar, fotógrafo campinense da melhor cepa, para sangue de cine: despeje a groselha na panela e vá engorssando com chocolate até encontrar o tipo sanguíneo de sua preferência.

legenda da foto: bruno, técnico em efeitos especiais baratos, serve de cobaia para o sangue alheio em cena de "a menina do churrasquinho", mais uma produção infilmável que ele em breve vai esquecer ou emendar com outra tão infilmável quanto.

em tempo: essa história dá uma ótima vinheta para a abd-pb fazendo uma animação daqueles quadrinhos que serviram para um dos cartazes do assacine na linha do homem de ferro: primeiro plano parado e fundo em movimento, com trilha sonora de disco voador roubada de algum filme do gênero.

em tempo dois: alex, cadê a história de acúlio, meu irmão?

em tempo três: bulhorgia na mão, que venha a próxima feijoada cinematográfica. voto em filme de monstro, qualquer um com pelo menos 30 anos nas costas.

bruno.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

holy mountain



sessão ponche, casa de Shiko, quinta-feira, 02 de agosto.
sem sinopse dessa vez. não teria como.

Holy Mountain, de Alejandro Jodorowsky - "Artista multifacetado, palhaço de circo, dramaturgo, autor de inúmeros livros e graphic novels, vidente profissional: o homem que usava os olhos para filmar com os testículos"(Guilherme Martins/Contracampo).


“O apocalipse é agora! Os americanos sabem disso, que a única esperança são os discos voadores. Como uma pessoa que está morrendo. É uma larva que está morrendo para gerar uma borboleta. Não devemos impedir a larva de morrer, devemos ajudá-la a morrer para ajudar a borboleta a nascer. Precisamos dançar com a morte. Este mundo está morrendo, mas, muito bem. Resultaremos numa grande, uma enorme borboleta. Você e eu seremos os primeiros movimentos nas asas da borboleta por estarmos falando disso.” Alejandro Jodorowsky

"O cultuado cineasta underground Alejandro Jodorowsky uma vez afirmou: “Eu espero do cinema o que a maioria dos norte-americanos esperam das drogas psicodélicas”. Nascido em 1930 em Iquique, Chile, Jodorowsky teve uma infância misteriosa antes de viajar a Paris em 1953 para estudar mímica com Marcel Marceau. Durante os anos 1960, Jodorowsky fez experimentos com mímica e quadrinhos (suas Fabulas Panicas semanais tiveram êxito duradouro no México), encenando performances artísticas de vanguarda tal como Melodrama Sentimental (1964), uma peça de quatro horas que combinava temas religiosos e violência (que mais tarde se tornariam temas de Jodorowsky). Junto com os surrealistas Fernando Arrabal e Roland Topor, ele criou o Teatro Pânico (1962), que encenou happenings e causou uma balbúrdia geral". (por Alex Burns/Rizoma)

"Sem dúvida o mais surrealista e porra-louca dos filmes do cineasta, Holy Mountain mostra sem pudores as mais variadas formas de religião e crenças, apontando para o vazio que se constrói em torno de tantas delas. O menos narrativo de seus filmes segue uma figura com a aparência de Cristo, que caminha por cidade em que os mais variados eventos sensacionalistas estão ocorrendo, num mundo dominado pelo fascismo(...)É muito difícil definir qualquer coisa em Holy Mountain, é uma coleção de imagens sinistras, arquitetadas com um apuro rigoroso. Pode não ser o melhor trabalho do cineasta, mas é de longe o que mais apresenta a essência dele, da sua busca pelo limite. É o supra-sumo do cinema extremo."(por Guilherme Martins/Contracampo)

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

e assim acaba a saga

ficaremos sem meu segundo capítulo ou qualquer outro. tempo demais, perdeu-se o mote!

bora pro próximo?

quinta-feira, 26 de julho de 2007

na turquia

construção do absurdo.

samuel fuller dizia que o cinema era um campo de batalha: precisa haver paixao, morte, vingança, sangue, precisa pulsar, correr risco, se aventurar. O abismo de mil pés aguarda em vão o corpo esguio...

como alguém pode viver sem ter assistido a Bang-bang?
(eh claro q eu sei a resposta, mas e daí?)

não se deve assistir aos filmes de tonacci, é preciso vivenciá-los. mergulhar no abismo. no caos, tudo é imperfeito, incompleto, tudo é desordem, confuso. loucos são aqueles que não morrem a cada dia. bang-bang dá vontade de fazer um faroeste, de ser john ford e se aventurar nas montanhas rochosas da américa do norte, e lá filmar com índios, com heróis bonzinhos e bandidos inescrupulosos. e olha que nunca curti muito poesia concreta.

blá blá blá

só faltava angela carne e osso emcima do conversível em direcão a ilha dos prazeres.

em 1ª pessoa > quando acabou a projeção, olhei para o meu lado oposto, me encostei na parede preta/branca que nos envolvia em seu póstumo silêncio e decidi que não havia mais de pensar nela. a bailarina se foi, e com ela algo se perdeu.

o ponche de melancia estava ótimo. a comida, providencial. a confraternização foi bem peculiar. o zine aguarda ser xerocado. sim, "o sol há de brilhar mais uma vez". pensando melhor, acúleo me parece um personagem de cronenberg saído do filme 'mistérios e paixões'. quinta-feira é um bom dia. não importa se é real ou ficcao (?) ok, estou repensando a discussão sobre material bruto e seus personagens. fellini nasceu na Itália, assim como tonacci.

agora seremos felizes.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

partaqui, partacolá

Vamos por partes, que faz um tempinho que a mais recente sessão do Ponche aconteceu e de repente fica mais difícil escrever. Então pode ser que as observações estejam meio fora de ordem, meio fora de ritmo e, sobretudo, meio fora da realidade... Mas o fato é que foi uma sessão ótima, na casa de Alex e Eliza - super-aconchegante e perfeita para receber amigos. Imagino eu que quando são queridos é ainda melhor... Dessa vez ainda não pude ver a cara do fanzine que os poncheiros Bruno e Arthur ficaram de fazer e que acabaram deixando a cargo de Alex. Safados. Quem sabe na próxima edição, que ainda não foi marcada devido a compromissos de uns e de outros, a gente veja enfim a arte bangue-bangueana que surgiu pós-sessão!


Bom, não vou exagerar na minha dose e acabo esse primeiro capítulo aqui, dando boas vindas ao casal sensacional e dizendo que a comida, cheia de cara de gororoba, estava uma delícia, realmente (valeu, Ana B.). E que, espantosamente, as 5 garrafas de vinho foram uma boa conta!! Meu Deus.


Um abraço e até já, já com mais um pequeno capítulo. Bang-bang, pei-pei.


L. de Liuba

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Saque!


na foto > acúlio velho

A composição do quadro é de empenar o cabeçote: um cadillac conversível está capotado na beira de uma estrada deserta e pega fogo. a fumaça preta, no preto e branco do filme mais preta ainda, flutua e não pára um só instante. De súbito, porém, chega o jipe que era perseguido pelo cadillac e pára para prestar socorro. Peréio, o motorista, desce para acudir um corpo desmaiado, é um dos três bandidos que está no chão. Daqui a pouco, todos, os três bandidos e a dançarina espanhola (namorada de Peréio) vão embora no jipe. Peréio fica, outro rolo se segue e o filme não acaba, o meio físico em que está acaba. Surge um revés diabólico na mente: afinal, a gorda que parece com otto e passa o filme inteiro mastigando é ou não é a mãe de Acúlio, o menino que não tinha cu?

Certa vez, num ano novo indiano celebrado na fazenda boi só por ingleses filhos de indianos, foi servido um curry e um arroz em calderões de 20 litros. O primeiro, cor de terra, era composto por vegetais e levava pimenta pra caralho. Pra aliviar, o arroz que acompanhava era amarelo e também tinha pimenta pra caralho. Resultado, no meio do jantar, Acúlio, que não parava de comer um só instante, percebeu que só ele não tinha levado em consideração que no outro dia a pimenta em excesso poderia por seu cu em polvorosa. Ele não tinha cu, então concluiu: quem tem cu tem medo. Era setembro.

Intersecção de juventude em marcha com videodança. Material bruto, o filme, lapida e subverte pedro costa. Viva, um achado sem tamanho, uma pérola, o juízo final, como diria Acúlio:

Gm Ab7 D7
O sol....há de brilhar mais uma vez
Cm Eb7 D7
A luz....há de chegar nos corações
Gm Ab7 D7
O mal....será queimada a semente
Cm D7 Gm G7
O amor...será eterno novamente
Cm D7 Eb D7
É o Juízo Final, a história do bem e do mal
Cm D7 Eb D7
Quero ter olhos pra ver, a maldade desaparecer

Repete a música 2 vezes:Gm G7

Cm D7 Gm G7
O amor...será eterno novamente

Cm D7 Gm G7

ps:. Alex, torcemos por Acúlio passado a limpo em a4 digital; taí o bócio que tinha prometido, agora só falta pintar o danado de verde e arrumar gente pra ele sair matando. Forte abraço.

bruno.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Bang-bang



Cedendo a pressões femininas, que insistem na idéia de termos um post bonitinho antes do avacalho, segue informaçoes precisas sobre o filme exibido na 2ª sessão do ponche, acontecida na casa de Alex/Elisa no dia 05 de julho (quinta). Eis que a preciosidade chama-se Bang-Bang, de Andrea Tonacci, uma das obras mais fodásticas do cinema marginal. precisa dizer mais?

sinopse
Homem neurastênico que, durante a realização de um filme, se vê envolvido em várias situações como o romance com uma bailarina espanhola, perseguições, discussões com um motorista de táxi e o enfrentamento com um bizarro trio de bandidos.

Ficha Técnica
Título Original: Bang-Bang
Gênero: Policial
Tempo de Duração: 93 min.
Ano de Lançamento (Brasil): 1970
Distribuição: Sobreimpressão Produção e Distribuição Filmes
Direção: Andrea Tonacci
Roteiro: Andrea Tonacci
Produção: Total Filmes e Sobreimpressão Produção e Distribuição Filmes
Música:
Fotografia: Thiago Veloso
Desenho de Produção: Andrea Tonacci e Milton Gontijo
Edição: Roman Stulbach

Elenco
Paulo César Pereio
Abrahã Farc
Jura Otero
Ezequiel Marques
José Aurélio Vieira
Thiago Veloso
Antônio Naddeo
Thales Penna
Milton Gontijo

Antes, assistimos ao curta 'Material Bruto', do jovem cineasta Ricardo Alves júnior, mais um mineiro de grande talento e bom gosto.
SinopseAfora nos corredores do edifício caminha a Mulher Náusea. Adentro Mulher Cabelo , Homem Cigarro e Homem Musica esperam o momento de fuga, um instante para sair de si. Material Bruto e um trabalho realizado com usuários do centro de convivência da rede pública de saúde mental na cidade de belo horizonte.


Agora, ao avacalho senhores e senhoras.