sexta-feira, 3 de agosto de 2007

holy mountain



sessão ponche, casa de Shiko, quinta-feira, 02 de agosto.
sem sinopse dessa vez. não teria como.

Holy Mountain, de Alejandro Jodorowsky - "Artista multifacetado, palhaço de circo, dramaturgo, autor de inúmeros livros e graphic novels, vidente profissional: o homem que usava os olhos para filmar com os testículos"(Guilherme Martins/Contracampo).


“O apocalipse é agora! Os americanos sabem disso, que a única esperança são os discos voadores. Como uma pessoa que está morrendo. É uma larva que está morrendo para gerar uma borboleta. Não devemos impedir a larva de morrer, devemos ajudá-la a morrer para ajudar a borboleta a nascer. Precisamos dançar com a morte. Este mundo está morrendo, mas, muito bem. Resultaremos numa grande, uma enorme borboleta. Você e eu seremos os primeiros movimentos nas asas da borboleta por estarmos falando disso.” Alejandro Jodorowsky

"O cultuado cineasta underground Alejandro Jodorowsky uma vez afirmou: “Eu espero do cinema o que a maioria dos norte-americanos esperam das drogas psicodélicas”. Nascido em 1930 em Iquique, Chile, Jodorowsky teve uma infância misteriosa antes de viajar a Paris em 1953 para estudar mímica com Marcel Marceau. Durante os anos 1960, Jodorowsky fez experimentos com mímica e quadrinhos (suas Fabulas Panicas semanais tiveram êxito duradouro no México), encenando performances artísticas de vanguarda tal como Melodrama Sentimental (1964), uma peça de quatro horas que combinava temas religiosos e violência (que mais tarde se tornariam temas de Jodorowsky). Junto com os surrealistas Fernando Arrabal e Roland Topor, ele criou o Teatro Pânico (1962), que encenou happenings e causou uma balbúrdia geral". (por Alex Burns/Rizoma)

"Sem dúvida o mais surrealista e porra-louca dos filmes do cineasta, Holy Mountain mostra sem pudores as mais variadas formas de religião e crenças, apontando para o vazio que se constrói em torno de tantas delas. O menos narrativo de seus filmes segue uma figura com a aparência de Cristo, que caminha por cidade em que os mais variados eventos sensacionalistas estão ocorrendo, num mundo dominado pelo fascismo(...)É muito difícil definir qualquer coisa em Holy Mountain, é uma coleção de imagens sinistras, arquitetadas com um apuro rigoroso. Pode não ser o melhor trabalho do cineasta, mas é de longe o que mais apresenta a essência dele, da sua busca pelo limite. É o supra-sumo do cinema extremo."(por Guilherme Martins/Contracampo)

Um comentário:

L. de Liuba disse...

vou escrever porque sou cara de pau, mesmo. além do mais, pelo perfil que se traçou brevemente, minha tônica não é falar do filme, é?
tentei mais uma vez ver a ciência do sono, mas minha sessão particular começou muito tarde de novo e... bom, morfeu é irresistível às duas da manhã. tem quem duvide? a cópia é minha e tentarei mais um tiquinho. quero falar com vc, arthur, sobre sua teoria entre stephane e stephanie!