construção do absurdo.
samuel fuller dizia que o cinema era um campo de batalha: precisa haver paixao, morte, vingança, sangue, precisa pulsar, correr risco, se aventurar. O abismo de mil pés aguarda em vão o corpo esguio...
como alguém pode viver sem ter assistido a Bang-bang?
(eh claro q eu sei a resposta, mas e daí?)
não se deve assistir aos filmes de tonacci, é preciso vivenciá-los. mergulhar no abismo. no caos, tudo é imperfeito, incompleto, tudo é desordem, confuso. loucos são aqueles que não morrem a cada dia. bang-bang dá vontade de fazer um faroeste, de ser john ford e se aventurar nas montanhas rochosas da américa do norte, e lá filmar com índios, com heróis bonzinhos e bandidos inescrupulosos. e olha que nunca curti muito poesia concreta.
blá blá blá
só faltava angela carne e osso emcima do conversível em direcão a ilha dos prazeres.
em 1ª pessoa > quando acabou a projeção, olhei para o meu lado oposto, me encostei na parede preta/branca que nos envolvia em seu póstumo silêncio e decidi que não havia mais de pensar nela. a bailarina se foi, e com ela algo se perdeu.
o ponche de melancia estava ótimo. a comida, providencial. a confraternização foi bem peculiar. o zine aguarda ser xerocado. sim, "o sol há de brilhar mais uma vez". pensando melhor, acúleo me parece um personagem de cronenberg saído do filme 'mistérios e paixões'. quinta-feira é um bom dia. não importa se é real ou ficcao (?) ok, estou repensando a discussão sobre material bruto e seus personagens. fellini nasceu na Itália, assim como tonacci.
agora seremos felizes.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
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4 comentários:
como alguém pode viver sem ter assistido bang-bang?? é verdade que não é difícil de saber, mas que o filme é fodaço é. cacete, o que mais fica na cabeça é em relação à liberdade e à ousadia do cara de fazer o filme que ele quer, do jeito que ele quer... quem faz isso hoje?? como?
muito bom.
e o massa é que tonacci ainda 'faz isso hoje'. 'serras da desordem' bagunça tudo mais uma vez, e é bem diferente do pei-pei. ou seja, assistir e gosta de bang-bang não é uma posição nostalgica em relação ao cinema que já não se faz hoje, pelo contrário, é a certeza que o cinema é um organismo vivo, em construção.
ui. toma na cara, Liuba, quem manda não conhecer as coisas? fala de cinema mas não sabe nem o que é... Tá bom, vou me informar mais ou então falar menos, visse? bom, de todo modo vale a informação.
deixa de ser lesa liuba. o meu comentário não inválida o teu não (que por sinal adorei, o lance da liberdade e tal).
sem briguinhas em blog, ok? heeheheh
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