
na foto > acúlio velho
A composição do quadro é de empenar o cabeçote: um cadillac conversível está capotado na beira de uma estrada deserta e pega fogo. a fumaça preta, no preto e branco do filme mais preta ainda, flutua e não pára um só instante. De súbito, porém, chega o jipe que era perseguido pelo cadillac e pára para prestar socorro. Peréio, o motorista, desce para acudir um corpo desmaiado, é um dos três bandidos que está no chão. Daqui a pouco, todos, os três bandidos e a dançarina espanhola (namorada de Peréio) vão embora no jipe. Peréio fica, outro rolo se segue e o filme não acaba, o meio físico em que está acaba. Surge um revés diabólico na mente: afinal, a gorda que parece com otto e passa o filme inteiro mastigando é ou não é a mãe de Acúlio, o menino que não tinha cu?
Certa vez, num ano novo indiano celebrado na fazenda boi só por ingleses filhos de indianos, foi servido um curry e um arroz em calderões de 20 litros. O primeiro, cor de terra, era composto por vegetais e levava pimenta pra caralho. Pra aliviar, o arroz que acompanhava era amarelo e também tinha pimenta pra caralho. Resultado, no meio do jantar, Acúlio, que não parava de comer um só instante, percebeu que só ele não tinha levado em consideração que no outro dia a pimenta em excesso poderia por seu cu em polvorosa. Ele não tinha cu, então concluiu: quem tem cu tem medo. Era setembro.
Intersecção de juventude em marcha com videodança. Material bruto, o filme, lapida e subverte pedro costa. Viva, um achado sem tamanho, uma pérola, o juízo final, como diria Acúlio:
Gm Ab7 D7
O sol....há de brilhar mais uma vez
Cm Eb7 D7
A luz....há de chegar nos corações
Gm Ab7 D7
O mal....será queimada a semente
Cm D7 Gm G7
O amor...será eterno novamente
Cm D7 Eb D7
É o Juízo Final, a história do bem e do mal
Cm D7 Eb D7
Quero ter olhos pra ver, a maldade desaparecer
Repete a música 2 vezes:Gm G7
Cm D7 Gm G7
O amor...será eterno novamente
Cm D7 Gm G7
ps:. Alex, torcemos por Acúlio passado a limpo em a4 digital; taí o bócio que tinha prometido, agora só falta pintar o danado de verde e arrumar gente pra ele sair matando. Forte abraço.
bruno.
2 comentários:
amigo
sou ricardo alves junior, siretror do curta material bruto. {E um trabalho realiazdo em parceria com Juliana Barreto e Bayron O neill.
Gosto do seu comentario porque de verdade pedro costa e um cineasta que eu adimiro e tenho acompanhado suas imagens... talvez ele e um dos grandes realizadores vivos.
Ossos e o quarto de vanda, sao filmes mais que necessarios. Abre uma nova estetica.
Quem seria esses realizadores hj que estao pensando um filme para o futuro.
seguimos dialogando!
saposeafogados@hotmail.com
estou em um computador que tem um pessimo teclado... desculpe os errores.
abra}os
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